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Archive for the ‘musicians’ Category

Seção Kardec na Veia VI

“Para mim, um homem é um homem, isto apenas! Meço seu valor por seus atos, por seus sentimentos, nunca por sua posição social. Pertença ele às mais altas camadas da sociedade, se age mal, se é egoísta e negligente de sua dignidade, é, a meus olhos, inferior ao trabalhador que procede corretamente, e eu aperto mais cordialmente a mão de um homem humilde, cujo coração estou a ouvir, do que a de um potentado cujo peito emudeceu. A primeira me aquece, a segunda me enregela.”

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A única maneira de não cometer nenhum erro é não fazer nada. Este, no entanto, é certamente um dos maiores erros que se poderia cometer em toda uma existência.

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11 hs da manhã de um domingo meio fechado, sóbrio mas ao mesmo tempo alegre pq hj temos emoções com o meu Galo que hj luta pra ser campeão!

Mas o que eu quero falar na verdade é sobre minha volta ao que mais gosto de fazer que é tocar em barzinhos, e comecei muito bem pelo Chopp da Corte, casa muito bacana capitaneada por 3 amigos muito competentes na noite: Bahia, Sampaio e o Marcelo Rodarte(Rato).  O mais bacana de voltar por lá é que acabei por reencontrar grandes amigos de épocas que não voltam mais, e me sentir completamente em casa pra fazer o que mais gosto que é tocar e cantar. Ontem peguei minha primeira missão impossível que a uns tempos atrás servia pra muitos promotores de eventos na cidade,  botar violão e voz pra abrir boite, violão e voz em festinha de criança, violão e voz em eventos pra 800 pessoas, chama o Dyltão!! Ou seja, ja peguei muito rabo de foguete, mas costumo considerar, depois de aceito o convite, como um desafio mental e técnico. Mental pq a paciência tem que estar completamente em dia com os “imprevistos” previstos que esse tipo de eventos trazem, mas técnico no sentido de arrancar elogios dos presentes pela pegada com que subo no palco mesmo em circunstâncias adversas. Ou seja como diria um grande amigo : Fazer do limão, uma limonada!

Ontem tinha que fazer violão e voz depois de um grupo de samba que não sei o nome mas é muito legal com um repertório bacana e uma cantora tb muito boa! Mas olha só, o samba começou as 16 hs e eu iria começar as 20 hs, qdo cheguei lá o bar estava lotadasso, todo mundo no grau sambando igual a uns loucos, pensei bichooo hj vou ter que fazer mágica aqui pra segurar a onda de violão pq a banda era de 5 pessoas com bateria, percussão etc…

Mas, como disse acima nas malfadadas linhas que tracei, que qdo era roubada pra violão e voz “chama o Dyltão”.

Mentalizei Paciência e Técnica, hj vou botar fogo nesse barraco.

E foi o que aconteceu, me remetendo aos bons tempos de uma forma que me deu uma alegria que ha tempos não sentia no palco.

Todos dançando e cantando junto e eu me sentindo mais jovem do que nunca! Obrigado aos 3 mosqueteiros do chopp da corte por me darem a oportunidade disso! Obrigado às pessoas que gostam de música orgânica, aquela que o cara que tá tocando tá derretendo de suar pra te agradar! Obrigado a Deus por me mostrar mais uma vez que nasci foi pra isso mesmo!

Ahhh, mas lógico que não foi só magia, um bebado derrubou uma caixa quase em cima de mim e outro tentou roubar minha cartela hahahahaha

Viva a noite em Bh, pra quem sabe escolher o lugar e as companhias!

Viva o Chopp da Corte, to lá todas as sextas e no sabado depois do samba, venha viver ao vivo essas emoções hahaha bjusss

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Por Elio Gaspari

Daqui a oito dias completam-se 40 anos de um episódio pouco lembrado e injustamente inconcluso. À primeira hora de 20 de março de 1968, o jovem Orlando Lovecchio Filho, 22 anos, deixou seu carro numa garagem da Avenida Paulista e tomou o caminho de casa. Uma explosão arrebentou-lhe a perna esquerda. Pegara a sobra de um atentado contra o consulado americano, praticado por terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária. (Nem todos os militantes da VPR podem ser chamados de terroristas, mas quem punha bomba em lugar público, terrorista era). Lovecchio teve a perna amputada abaixo do joelho e a carreira de piloto comercial destruída.

O atentado foi conduzido por Diógenes Carvalho Oliveira e pelos hoje arquitetos Sérgio Ferro e Rodrigo Lefevre, além de Dulce Maia e uma pessoa que não foi identificada. A bomba do consulado americano explodiu oito dias antes do assassinato de Edson Lima Souto no restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro, e nove meses antes da imposição ao país do Ato Institucional nº 5. Essas referências cronológicas desamparam a teoria segundo a qual o AI-5 provocou o surgimento da esquerda armada.

Até onde é possível fazer afirmações desse tipo, pode-se dizer que sem o AI-5 certamente continuaria a haver terrorismo e sem terrorismo certamente não teria havido o AI-5. O caso de Lovecchio tem outra dimensão.

Passados 40 anos, ele recebe da ‘viúva’ uma pensão especial de R$ 571,00 mensais. Nada a ver com o Bolsa Ditadura. Para não estimular o gênero coitadinho, é bom registrar que ele reorganizou sua vida, caminha com uma prótese, é corretor de imóveis e mora em Santos com a mãe e um filho. A vítima da bomba não teve direito ao Bolsa Ditadura, mas o bombista Diógenes teve. No dia 24 de janeiro passado, o governo concedeu-lhe uma aposentadoria de R$1.627,00 mensais, reconhecendo ainda uma dívida de R$400.000,00 de pagamentos atrasados.

Em 1968, com mestrado cubano em explosivos, Diógenes atacou dois quartéis participou de quatro assaltos, três atentados à bomba e uma execução. Em menos de um ano, esteve na cena de três mortes, entre as quais a do capitão americano Charles Chandler, abatido quando saía de casa.

Tudo isso antes do AI-5. Diógenes foi preso em março de 1969 e um ano depois foi trocado pelo cônsul japonês, seqüestrado em São Paulo.

Durante o tempo em que esteve preso, ele foi torturado pelos militares que comandavam a repressão política. Por isso, foi uma vítima da ditadura, com direito a ser indenizado pelo que sofreu. Daí a atribuir suas malfeitorias a uma luta pela democracia, iria enorme distância.

O que ele queria era outra ditadura. Andou por Cuba, Chile, China e Coréia. Voltou ao Brasil com a anistia e tornou-se o ‘Diógenes do PT’. Apanhado num contubérnio do grão-petismo gaúcho com o jogo do bicho, deixou o partido em 2002.

Lovecchio, que ficou sem a perna, recebe um terço do que é pago ao cidadão que organizou a explosão que o mutilou. (Um projeto que revê o valor de sua pensão, de iniciativa da ex-deputada petista Mariângela Duarte está adormecido na Câmara.)

Em 1968, antes do AI-5, morreram sete pessoas pela mão do terrorismo de esquerda. Há algo de errado na aritmética das indenizações e na álgebra que faz de Diógenes uma vítima e de Lovecchio um estorvo.

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A fé necessita de uma base,

e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer.

Para crer, não basta ver, é necessário compreender.

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Aquele que for realmente bom nunca poderá estar infeliz.
Aquele que for realmente sábio nunca poderá estar confuso.
Aquele que for realmente corajoso nunca terá medo.

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